sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Couch o que?

Couchsurfing!


couchsurfing

Fique ligado!
Couchsurfing te dá uma boa ajuda na hora de conhecer o mundo!

Couschsurfing é uma rede de mais de rede de pessoas incríveis que se dispõe a abrir a própria casa, sua vida, sua agenda, sem cobrar nada, para receber pessoas de vários países.
abrem suas casas para te receber e não cobram nada.



Sou realmente apaixonada por (quase) tudo: pela proposta, pelas pessoas e não tão apaixonada pelo site deles, que é meio confuso e difícil de entender (não desista ainda…é difícil só na primeira vez que você vê aquele monte de informações).

Estou no projeto desde 2009 e até agora viajei para Bélgica, França, Itália, Portugal, Suíça, Argentina, Estados Unidos sempre usando o couchsurfing.

Duas palavrinhas que você vai ouvir bastante neste post: Host e SurferHost é aquele que recebe alguém em sua casa e Surfer é quem vai ficar na casa de alguém. Você pode ser ambos (host e surfer) ou pode ser só um deles. Ser só um host e receber pessoas em sua casa ou ser apenas um surfer.

O site funciona como uma rede social. Você cria um perfil com informações sobre o que gosta de fazer, livros e filmes preferidos, atividade profissional, lugares que já visitou, lugares que quer visitar, línguas que você fala, fotos, fotos do seu “sofá” – que na verdade não precisa ser literalmente um sofá.
Eu já dormi no chão, em colchão inflável e também já dormi em uma cama super confortável num quarto de sonho numa cidadezinha perto de Veneza (essa história fica pra próxima senão este post não acaba!).

Seu endereço, e-mail, seu nome completo só são conhecidos pelas pessoas que você deseja. Nenhuma informação crítica fica disponível no site por motivos óbvios…preocupação com a segurança das pessoas.

Como é que a coisa toda rola:

A primeira coisa é ler vários perfis e ver qual se encaixa mais no que você quer, qual lhe chama mais atenção. Sempre que vou escolher vejo  Algumas pessoas só recebem um visitante de cada vez, e se você viaja com mais alguém esse já pode ser descartado, por exemplo. Se você gostaria de dicas ou de companhia sobre onde praticar esportes radicais veja se há referência a isso nos perfis que você está analisando.


A ideia não é apenas ter um sofá para dormir.  As pessoas querem interagir, querem conversar com você, saber sobre o seu país, saber sobre o que você faz, o que você pensa, querem aprender alguma coisa.

Uma dica preciosa é: leia com atenção as referências que seu host ou surfer tem na página dele.
A cada viagem pelo couchsurfing você recebe uma referência positiva, negativa ou neutra. Estas referências te dão uma boa ideia de quem você vai hospedar ou de quem vai receber você. Fique ligado nos detalhes. Se você gostaria de um host que te levasse para passear, veja nas referências das pessoas quem é citada por passear bastante com os surfers,  no   E assim por diante. As referências são realmente uma parte importante na hora de escolher onde ficar.

Muitas pessoas se dispõe a abrir um horário na agenda apertada pra te levar pra passear. Muitos te dão carona quando tem carro disponível (eu já peguei carona de moto usando uma touca enorme em forma de urso como capacete em Austin- Texas :) . Isto não significa que você vai passar o tempo todo com o seu anfitrião. Normalmente estes encontros acontecem de manhã, antes de você sair para bater perna ou à noite, quando você volta pra casa morto de um dia todo caminhando para ver a cidade :) .

Já tive diferentes experiências quanto à anfitriões: algumas vezes eles pedem para que você chegue num momento em que eles estejam em casa para que possam conversar e te mostrar a casa e como as coisas funcionam, pois cada um tem seu jeito de “fazer couchsurfing”.  Alguns são mais desconfiados e preferem que você saia com eles de manhã quando eles vão trabalhar e volte no final da tarde quando eles já estão em casa, o que ocorreu nos primeiros dias da minha visita a Portugal, depois os meus hosts relaxaram e me deram as chaves do apartamento.

Outras vezes são muito desprendidos e te entregam as chaves depois de mostrar a casa e de ter uma pequena conversa com você.  Falando em chave, a coisa mais louca que me aconteceu foi em Nova Orleans. O meu host na cidade era um médico com quem eu troquei vários e-mails antes de me hospedar na sua casa. No dia em que eu decidi ir ele estava de plantão no hospital então deixou a porta dos fundos da casa aberta para eu entrar. Num e-mail me deu coordenadas para eu saber qual era o quarto (lindo por sinal) em que eu deveria ficar.

Alguns deixam você a vontade para se servir do que tem nos armários e na geladeira e alguns cozinham todos os dias para você. É isso mesmo: cozinham para você! A experiência mais incrível que tive foi na Bélgica quando nosso host (eu viajei com meu marido) colocou um escrito em português na nossa frente  e disse que prepararia aquelas comidas para nós. Foi a coisa mais incrível que eu já vivi em quase 4 anos de couchsurfing.

Como eu disse, cada um tem o seu próprio jeito de receber. Respeito as duas formas de agir igualmente. Não dá pra condenar alguém por ser cauteloso, não é mesmo?

Eu também recebo pessoas em casa. Não necessariamente as mesmas pessoas que eu visitei no exterior. Recebo pedidos do mundo todo, e do Brasil também, analiso os perfis e vejo se aceito a pessoa ou não.

Porque aceitar ou não aceitar alguém? O legal é ter algum interesse comum para poder conversar. Se você percebe que a pessoa é “baladeira” pretende cair na farra e voltar todos os dias de madrugada e você gosta de dormir cedo e tem sono leve não é uma boa ideia receber esta pessoa. E assim vai…

Para ser um bom surfer ou host tem que ter muito jogo de cintura, gostar de diferentes tipos de pessoa e ser bastante tolerante. Nem sempre tudo vai ser como você gosta. A casa pode não ser das mais limpas, a cama pode ter um colchão esburacado, mas no final, se você curte aprender e é flexível, vale MUITO a pena!

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