segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Vampiros & Escravos


Você pode não lembrar de Louis de Pointe du Lac. 
Pode lembrar vagamente de Lestat de Lioncourt, o vampiro. Não lembra mesmo? 

Louis (o execrado Tom Cruise) & Lestat (Brad Pit)



Eles são os vampiros da série “Cronicas Vampirescas“ da escritora americana Anne Rice. 
Porque falar de vampiros num blog de viagem?

Porque Louis e Lestat se conheceram em New Orleans e eu vou falar muito de New Orleans no blog. Louis é dono de uma “plantation” lindíssima, de tirar o fôlego. A plantation do filme “Entrevista com o Vampiro” chama-se Oak Alley e fica a …km de New Orleans, em uma cidade chamada Vacherie. Se vai ao EUA e não pôs na sua lista ainda, ponha já!

Oak Alley é linda de morrer. Logo na entrada você vê um enorme corredor formado por magníficos carvalhos que te leva até entrada da casa. Uma alameda de carvalhos, que é a tradução literal do nome da fazenda: Oak Alley.

As copas das árvores se entrelassam e formam um enorme túnel. Impossível não se imaginar andando ali dentro. É realmente impressionante!  Vale cada segundo da viagem até lá.

Oak Alley Plantation

Os guias que você encontra nas diferentes plantations são muito bons. Eles te contam como era a vida naquela época e realmente fazem a história ganhar vida. Você explora os diferentes ambientes que está arrumado como se a família tivesse acabado de sair dali.

Outra plantation interessante, não tão grandiosa, mas dizem com os melhor guias é a Laura Plantation.






sábado, 7 de setembro de 2013

Capinar e viajar? WWOOF!

Se você curte natureza e trabalho voluntário pode se interessar por essa maneira de viajar: WWOOF!

WWOOF é a sigla para World Wide Opportunities on Organic Farms, em tradução literal, Rede Mundial de Oportunidades em Fazendas Orgânicas.

Essa moça parece que acabou de descobrir um repolho!
A ideia surgiu em 1971 na Inglaterra quando a secretária Sue Coppard sentiu que podia ser interessante encontrar uma forma de conectar pessoas que moram nas cidades e que desejam ter mais contato com a natureza, com as regiões rurais do país. Ela achou que esta seria uma boa forma de dar suporte ao movimento de agricultura orgânica.

Para participar você paga uma quantia para se associar por um ano. Durante este ano pode fazer quantos wwoofs quiser.

Elas parecem que gostaram da experiência...
Uma vez cadastrado, recebe acesso aos perfis, fotos, detalhes dos contatos e mapas das fazendas que participam do projeto no país que você escolher.

As fazendas cadastradas oferecem comida, acomodação e você faz um trabalho voluntário por 4 a 6 horas por dia. O trabalho pode ser semear  campos, fazer adubo, jardinagem, cortar madeira, capinar (hehe), colher frutas, embalar os produtos produzidos na fazenda, ordenhar animais, alimentar os animais, fazer tijolos de barro, fabricar de vinho (Uhulll!) , fabricar de queijo e pão, entre outros.

O WWOOF Japão oferece diversas atividades diferentes, veja aí abaixo:



Sem dúvida, se você escolher o lugar certo e gostar de arregaçar as mangas pode aprender muito.

Veja onde você pode ir:



Pitch de saber: 

Agricultura orgânica
Baseado na melhoria da fertilidade do solo por um processo biológico natural, pelo uso da matéria orgânica, o que é essencial à saúde das plantas. Como as outras correntes essa proposta é totalmente contrária à utilização de adubos químicos solúveis. Os princípios são, basicamente, os mesmos da agricultura biológica.
Apresenta um conjunto de normas bem definidas para produção e comercialização da produção determinadas e aceitas internacionalmente e nacionalmente. Atualmente, o nome "agricultura orgânica" é utilizado em países de origem anglo-saxã, germânica e latina. Pode ser considerado como sinônimo de agricultura biológica e engloba as práticas agrícolas da agricultura biodinâmica e natural.
Definição retirada de http://www.viaorganica.com.br/correntes.htm

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Aventurando


Em dezembro de 2012, eu desembarquei em Miami (EUA), com a passagem de volta para dali a um mês. Escolhi Miami porque a passagem me pareceu mais barata que para outros lugares nos EUA e porque a Cidade é uma boa porta de entrada para Brasileiros. 

A imigração americana sabe da nossa "adoracão" por compras em free shops gringos e relaxa um pouco na hora de te entrevistar e carimbar seu visto de entrada no país.
Reviravoltas e dúvidas cruéis a parte, no dia marcado na passagem resolvi não voltar. 

A filha já está crescida (hoje com 23 anos), eu estava recém separada depois de um casamento de 12 anos, acabei decidindo ficar nos EUA pelos seis meses que os americanos carimbaram no meu passaporte, me autorizando a ficar. Pra mim, uma verdadeira aventura!

Já saí do Brasil com lugar certo para ficar nos EUA por um mês. Como sempre viajei a passeio e adoro conhecer gente nova sempre viajo usando o couchsurfing. Vou fazer um post exclusivo para falar do couchsurfing, mas enquanto ele não vem adianto que é uma rede de viajantes que abrem suas casas para receber pessoas que viajam e precisam de lugar para ficar. As hospedagens são sempre gratuitas, menos em Cuba, o que é uma contradição, mas vamos lá...

Quando comecei a perceber que isso era possível? Quando comecei a fazer amigos entre os couchsurfers e a descobrir formas de (minimamente) me sustentar dia após dia. No meio do caminho vendi meu carro aqui no Brasil, o que facilitou bastante as coisas pra mim. 

Mesmo assim queria manter o padrão baixo, gastando pouco, pois sabia que esta grana estava pagando as contas da minha filha no Brasil também. Se você, como eu, e não tem muita grana pra se bancar lá fora, sugiro que não tenha altas expectativas quanto aos lugares onde vai dormir nem quanto ao que vai comer. Prepare-se para andar muito e comer em barracas ou traillers de comida que depois de um tempo você descobre serem uma experiência fantástica.

Não pensava em ficar para sempre, mas sabia que queria experimentar e que queria muito melhorar o meu inglês macarronico. Dizem que depois dos 40 tudo fica mais difícil. Que nada, basta manter o espírito jovem e se jogar! Foi ótimo e eu voltei com o inglês mais afiado!

Veja aqui o post sobre o que é  e como funciona o couchsurfing.

Apaixonados por mapas

Fernando Vicente Snachés
Em tempos de GPS mapas são coisas do passado
Fernando Vicente Sánches 
Em tempos de GPS mapas são coisas do passado. 
O pintor espanhol Fernando Vicente Sanches encontrou uma bela forma de usá-los. Eles são base para sua pintura. As imagens humanas e de animais surgem e se integram as formas da geografia. 
"Atlas" é o sugestivo nome da coleção que você vê abaixo.
Aproveite!



Fernando Vicente Sánchez
"Oceanía"


Fernando Vicente Sánchez
"Torso"

Fernando Vicente Sánchez
"Elogio de Nelson Mandela"

Fernando Vicente Sánchez
"Holbein"

Fernando Vicente Sánchez
"Maasai"

Fernando Vicente Sánchez
"Penibético"


Fernando Vicente Sánchez
"Elefante"

Fernando Vicente Sánchez
"Afrodite"


Fernando Vicente Sánchez
"Explosão"


Gostou das imagens? Então deixe um comentário :)


Quer saber mais: http://fernandovicenteblog.blogspot.com.br/?view=classic





Couch o que?

Couchsurfing!


couchsurfing

Fique ligado!
Couchsurfing te dá uma boa ajuda na hora de conhecer o mundo!

Couschsurfing é uma rede de mais de rede de pessoas incríveis que se dispõe a abrir a própria casa, sua vida, sua agenda, sem cobrar nada, para receber pessoas de vários países.
abrem suas casas para te receber e não cobram nada.



Sou realmente apaixonada por (quase) tudo: pela proposta, pelas pessoas e não tão apaixonada pelo site deles, que é meio confuso e difícil de entender (não desista ainda…é difícil só na primeira vez que você vê aquele monte de informações).

Estou no projeto desde 2009 e até agora viajei para Bélgica, França, Itália, Portugal, Suíça, Argentina, Estados Unidos sempre usando o couchsurfing.

Duas palavrinhas que você vai ouvir bastante neste post: Host e SurferHost é aquele que recebe alguém em sua casa e Surfer é quem vai ficar na casa de alguém. Você pode ser ambos (host e surfer) ou pode ser só um deles. Ser só um host e receber pessoas em sua casa ou ser apenas um surfer.

O site funciona como uma rede social. Você cria um perfil com informações sobre o que gosta de fazer, livros e filmes preferidos, atividade profissional, lugares que já visitou, lugares que quer visitar, línguas que você fala, fotos, fotos do seu “sofá” – que na verdade não precisa ser literalmente um sofá.
Eu já dormi no chão, em colchão inflável e também já dormi em uma cama super confortável num quarto de sonho numa cidadezinha perto de Veneza (essa história fica pra próxima senão este post não acaba!).

Seu endereço, e-mail, seu nome completo só são conhecidos pelas pessoas que você deseja. Nenhuma informação crítica fica disponível no site por motivos óbvios…preocupação com a segurança das pessoas.

Como é que a coisa toda rola:

A primeira coisa é ler vários perfis e ver qual se encaixa mais no que você quer, qual lhe chama mais atenção. Sempre que vou escolher vejo  Algumas pessoas só recebem um visitante de cada vez, e se você viaja com mais alguém esse já pode ser descartado, por exemplo. Se você gostaria de dicas ou de companhia sobre onde praticar esportes radicais veja se há referência a isso nos perfis que você está analisando.


A ideia não é apenas ter um sofá para dormir.  As pessoas querem interagir, querem conversar com você, saber sobre o seu país, saber sobre o que você faz, o que você pensa, querem aprender alguma coisa.

Uma dica preciosa é: leia com atenção as referências que seu host ou surfer tem na página dele.
A cada viagem pelo couchsurfing você recebe uma referência positiva, negativa ou neutra. Estas referências te dão uma boa ideia de quem você vai hospedar ou de quem vai receber você. Fique ligado nos detalhes. Se você gostaria de um host que te levasse para passear, veja nas referências das pessoas quem é citada por passear bastante com os surfers,  no   E assim por diante. As referências são realmente uma parte importante na hora de escolher onde ficar.

Muitas pessoas se dispõe a abrir um horário na agenda apertada pra te levar pra passear. Muitos te dão carona quando tem carro disponível (eu já peguei carona de moto usando uma touca enorme em forma de urso como capacete em Austin- Texas :) . Isto não significa que você vai passar o tempo todo com o seu anfitrião. Normalmente estes encontros acontecem de manhã, antes de você sair para bater perna ou à noite, quando você volta pra casa morto de um dia todo caminhando para ver a cidade :) .

Já tive diferentes experiências quanto à anfitriões: algumas vezes eles pedem para que você chegue num momento em que eles estejam em casa para que possam conversar e te mostrar a casa e como as coisas funcionam, pois cada um tem seu jeito de “fazer couchsurfing”.  Alguns são mais desconfiados e preferem que você saia com eles de manhã quando eles vão trabalhar e volte no final da tarde quando eles já estão em casa, o que ocorreu nos primeiros dias da minha visita a Portugal, depois os meus hosts relaxaram e me deram as chaves do apartamento.

Outras vezes são muito desprendidos e te entregam as chaves depois de mostrar a casa e de ter uma pequena conversa com você.  Falando em chave, a coisa mais louca que me aconteceu foi em Nova Orleans. O meu host na cidade era um médico com quem eu troquei vários e-mails antes de me hospedar na sua casa. No dia em que eu decidi ir ele estava de plantão no hospital então deixou a porta dos fundos da casa aberta para eu entrar. Num e-mail me deu coordenadas para eu saber qual era o quarto (lindo por sinal) em que eu deveria ficar.

Alguns deixam você a vontade para se servir do que tem nos armários e na geladeira e alguns cozinham todos os dias para você. É isso mesmo: cozinham para você! A experiência mais incrível que tive foi na Bélgica quando nosso host (eu viajei com meu marido) colocou um escrito em português na nossa frente  e disse que prepararia aquelas comidas para nós. Foi a coisa mais incrível que eu já vivi em quase 4 anos de couchsurfing.

Como eu disse, cada um tem o seu próprio jeito de receber. Respeito as duas formas de agir igualmente. Não dá pra condenar alguém por ser cauteloso, não é mesmo?

Eu também recebo pessoas em casa. Não necessariamente as mesmas pessoas que eu visitei no exterior. Recebo pedidos do mundo todo, e do Brasil também, analiso os perfis e vejo se aceito a pessoa ou não.

Porque aceitar ou não aceitar alguém? O legal é ter algum interesse comum para poder conversar. Se você percebe que a pessoa é “baladeira” pretende cair na farra e voltar todos os dias de madrugada e você gosta de dormir cedo e tem sono leve não é uma boa ideia receber esta pessoa. E assim vai…

Para ser um bom surfer ou host tem que ter muito jogo de cintura, gostar de diferentes tipos de pessoa e ser bastante tolerante. Nem sempre tudo vai ser como você gosta. A casa pode não ser das mais limpas, a cama pode ter um colchão esburacado, mas no final, se você curte aprender e é flexível, vale MUITO a pena!